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24-04-2009 10:00
 
Futsal, cresceu e evoluiu muito nos últimos anos. Por isso, logicamente, notou-se que nos diferentes aspectos do treino existe a preocupação para a utilização dos conteúdos baseados nas características do jogo, solicitando uma especificidade maior do que aquela que até então existia.

Portanto, a partir da observação e análise do próprio jogo, tentaremos elaborar uma definição funcional do Futsal, que facilite a compreensão dos pré-requisitos específicos e oriente os conteúdos do treino.

Então o que é o treino??

O treino “é um processo pedagógico que visa desenvolver as capacidades técnicas, tácticas, físicas e psicológicas dos praticantes no quadro específico das situações competitivas através da prática sistemática e planificada dos exercícios orientado por princípios e regras devidamente fundamentadas no conhecimento científico. Visa o aumento dos limites da adaptação do indivíduo com o objectivo de atingir o máximo rendimento como uma maior economia e resistência à fadiga de acordo com o resultado previsto”(Castelo e col. 1996).

Como sabemos, a dinâmica do jogo é mutável e as exigências da competição aumentam cada vez mais, o que determina que a preparação táctica tenha que se adaptar também a esta situação de mudança, em busca de uma maior especificidade. A relação dos métodos tradicionais às exigências actuais com a adaptação ás metodologias em contraste com outras modalidades (Andebol, Basquetebol, Hóquei em Patins) procurando definitivamente uma preparação táctica ideal para o Futsal.



A dimensão táctica assume uma importância coordenadora de todo o processo, sendo que as restantes dimensões (física, técnica, psicológica...) aparecem sempre subjugadas a esta (dimensão táctica), sem existir a necessidade de maximizar cada uma delas em separado. Importa, no entanto, esclarecer que o táctico que nos referimos não é algo de abstracto mas sim um táctico que está intimamente relacionado com a cultura de jogo que pretendemos para a equipa.

Nesta concepção de treino «joga-se mais com o cérebro do que com os músculos». Todo o trabalho realizado está direccionado para a assimilação de uma determinada forma de jogar, em que o Modelo de Jogo e os respectivos princípios, sub-princípios e sub-princípios dos sub-princípios são operacionalizados num processo de planeamento e periodização dinâmicos.

Assim sendo, no nosso entendimento, os tradicionais treinos físicos, ou melhor, «massacres» físicos, não fazem parte da metodologia de treino adoptada. Esta, por sua vez, é composta única e exclusivamente por situações de treino sistémico. O tradicional preparador físico é assim substituído por um treinador adjunto / metodólogo, que face a sua formação académica, tem como objectivo adaptar o organismo dos jogadores à matriz de esforço que o Modelo de Jogo Adoptado solicita.

O importante é sempre a organização estratégica de modo a que os jogadores numa dada situação de jogo pensem nela todos da mesma forma.


Face ao processo por que passa um jogador nas situações de jogo (Figura 1), justifica-se a definição de modelos tácticos que funcionem como complexos de referências que orientem a construção de situações/exercícios nos processos de ensino e treino.


Duas ou Três Unidades de Treino Semanais

Orientações:
- treino direccionado ao modelo de jogo adoptado
- transições defesa/ataque (2x1;3x2;1x0;…+ GR)
- jogos condicionados (condições: limitação de toques; redução de campo; zonas proibidas; finalização condicionada ao sistema)
- conhecimento do adversário
- estratégia (bola parada; processo ofensivo e defensivo ou seja como vamos abordar o jogo??)
- trabalho técnico
- aquecimentos com situações jogadas e com objectivos de acordo com a unidade de treino em causa

Algumas Notas Importantes:
- treinar uma vez por semana não é treinar (processo passa exclusivamente pelo jogo)
- treinos do meio da semana (limitar toques; trabalho de resistência e/ou força específica; incidir no trabalho sobre fadiga)
- treinos próximos da competição (manter a intensidade habitual; não limitar toques; preocupação com a fadiga central; trabalho de velocidade; deixar os atletas pensar sem tantas limitações “descanso cognitivo”)
- treinos depois da competição (não ter muitas preocupações com a recuperação pois na nossa realidade não faz muito sentido; trabalho sob o ponto de vista da resistência específica subjugada ao modelo de jogo).

Retirado de: http://www.scn.pt/colunistas/artigo.php?menu=5&id=Kaura3_ELZ2

escrito por: André Teixeira

Alterado em 24-04-2009 10:01:31, por Piccolo
 
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24-04-2009 10:09
 
 
Muito bom este texto e post! Obrigado pela partilha!
 
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05-11-2009 15:01
 
 
Este é mais um dos bons textos que regularmente são publicados no cantinho e que bastante úteis nos podem ser.
Vcs vão ver: qualquer dia imprimo estes textos e formato um manual de treino magnífico.
Pensem no mesmo

sejam aves e voem sobre os abismos
 
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